sábado, 5 de março de 2011

Estes ultimos dias que acabaram de passar.



Aqui estes ultimos dias que acabaram de passar.
A vida prestes a ser memória recente.
Capturar luz, sem aviso.
Diário de minutos, segundos.
E o tempo ali,
decepado pelo olho mecânico.
Não é passado, é um momento só.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ausência.


Da ausência nasce o pensamento.

Belo, belo. Tudo,


Poesia geracional.

Para o J.



( Num carro para Campolide. Dia sexual. )

Uma mulher de carne azul,
semeadora de luas e de transes,
atravessou o vidro
e veio, voadora,
sentar-se no meu colo
na nudez reclinada
dum desdém de espelhos.

( Mas que bom! Ninguém suspeita
que levo uma mulher nua nos joelhos. )

José Gomes Ferreira in " Poesia III "

Passing Time

(...) aquele caminho pareceu-lhe longo, como se atravessasse uma idade. (...) Caminhava com ervas pelos joelhos, as estrelas eram o Universo inteiro a acompanhá-lo. "
J.L.Peixoto in " Livro "

sábado, 29 de janeiro de 2011

Silêncio.

O silêncio não era denso mas transparente. Quase não ocupava espaço. Inclusivamente uma pessoa podia habituar-se a este silêncio e ser feliz.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A vista da minha janela

De repente estou só no mundo
e o que vejo da janela é o mundo ausente.
Uma paisagem para a minha condição. Só.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A POESIA É O ÚNICO MILAGRE QUE CONHEÇO.

" o amor é uma noite a que se chega só "
José Tolentino Mendonça

Visual POETRY. a vida toda na pequenez dos dias.

Everyone Forever Now - "Stoop Sitting" from Everynone on Vimeo.

POETRY IN (SLOW) MOTION.

VISUAL POETRY. a vida toda na pequenez dos dias.

De olhos fechados como a um gato.

" Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas com os olhos fechados como a um gato, a tudo o quanto poderia ter dito "
Bernardo Soares no Livro do Desassossego

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Meu amor.
E a poesia viva. Entre nós.
Sem palavras, sem procura.
Só assim.
O nosso cosmos.
O infinito inteiro
entre a nossa pele.